Cancro do Colo do Útero
Data de Publicação: 04-MAR-2009 03:59 PM

Cancro do Colo do Útero
 

«Em 2009 cumpre-se um sonho, que persiste há vários anos, de assegurarmos o diagnóstico precoce do cancro do colo do útero a TODAS as mulheres que residam na Região Norte.

Há muitos anos que se prescrevem e se executam testes de papanicolau, com a intenção de realizar os diagnósticos precoces. Contudo, a prática tem demonstrado que há mulheres que as executam vezes de mais e em datas que não são as indicadas, enquanto que outras não os fazem, fazem-nos tarde ou não cumprem os intervalos que o saber científico nos aconselha. Esta situação que tecnicamente se designa de detecção oportunista, queremos que evolua para a de correctos rastreios de base populacional, de modo a invertermos o nosso quadro epidemiológico, de modo a reduzir o nosso número de mortes evitáveis. Daí o esforço que tem sido desenvolvido pelos elementos do Departamento de Estudos e Planeamento, em colaboração com a Comissão Oncológica Regional. Igualmente importante foi o apoio que recebemos da Coordenação Nacional das Doenças Oncológicas e o das instituições nossas parceiras neste processo, o IPO e o IPATIMUP.

A experiência e o saber acumulado pelos profissionais destas instituições permite-nos assegurar que os rastreios de base populacional nesta região vão ser uma realidade, vão ter a qualidade necessária, sendo expectáveis sinergias entre quem diagnostica, quem trata e quem investiga em oncologia.

A introdução da vacina contra o vírus do papiloma humano veio acrescentar uma nova medida de controle do cancro do colo do útero.

No entanto, não elimina a utilidade do rastreio, mesmo nas mulheres vacinadas que continuarão em risco. Pelo contrário, aumenta a necessidade de melhorar e aumentar a adesão de mulheres ao rastreio.

Foram elaborados documentos orientados para os profissionais de saúde da região norte, tendo como objectivo uniformizar, organizar e articular as diversas estruturas existentes ou a existir em favor do rastreio do cancro do colo do útero, não devendo ser vistos de forma isolada nem em substituição do julgamento clínico.

Conscientes das nossas responsabilidades, queremos agradecer a todos os profissionais o empenho que darão a esta enorme tarefa em prol da saúde da nossa população.»

Dr. Alcindo Maciel Barbosa
Presidente do Conselho Directivo da A. R. S. do Norte, I. P.


Questões frequentes

 

O que é o Rastreio do Cancro do Colo do Útero (RCCU)?

 

- O rastreio do cancro do colo do útero é um teste para examinar as células do colo do útero (parte inferior do útero).
- O teste utilizado é a citologia em meio líquido e se necessário a pesquisa do Vírus do Papiloma Humano (VPH).
- O rastreio regular é a melhor forma de detectar precocemente alterações do colo uterino.

Quais são os testes utilizados para o rastreio do cancro do colo do útero?
  - A citologia em meio líquido do colo do útero pesquisa anomalias das células do colo uterino que podem resultar em cancro se não forem tratadas. Este é o teste recomendado para todas as mulheres;
- O teste do VPH pesquisa o vírus responsável por essas alterações celulares. Pode ser usado como teste de rastreio após os trinta anos de idade ou, em qualquer idade, como complemento da citologia.
Quem pode ter cancro do colo do útero?
  - Todas as mulheres estão em risco de terem cancro do colo do útero.
- Este cancro é mais frequente depois dos 30 anos de idade.
- A principal causa do cancro do colo do útero é o vírus do papiloma humano (VPH).
- Apesar de muitas pessoas serem infectadas, são relativamente poucas as mulheres que desenvolvem cancro do colo do útero.
Porque necessito de fazer o rastreio cervical?
  - O cancro do colo do útero pode ser evitado. As alterações do colo podem ser detectadas precocemente, permitindo a prevenção do cancro antes dele começar realmente.
- Na Região Norte, por ano, são diagnosticados, aproximadamente, 325 novos casos de cancro do colo do útero e morrem cerca de 65 mulheres.
Quem deve fazer o teste?
  - Todas as mulheres com idades compreendidas entre os 25 e os 60 anos deverão fazer o teste de cinco em cinco anos, se tiverem iniciado vida sexual.
- Aconselhe-se com o seu médico se:
o Tiver sido submetida a uma histerectomia (extracção do útero);
o Tiver mais do que 60 anos;
o Não tiver a certeza se ainda precisa de ser examinada.
Terei que pagar alguma coisa?
  - A consulta e o teste de rastreio, realizados no seu centro de saúde, são totalmente gratuitos (isentos de taxa moderadora) para as mulheres que participem no programa.
Quem fará o meu teste?
  - Um médico ou enfermeira do centro de saúde onde está inscrita.
- Se preferir um profissional de saúde do sexo feminino ou se quiser ter alguém consigo, por favor peça quando for convidada.
O teste dói?
  - O teste é indolor para a maioria das mulheres, embora algumas o considerem desagradável.
- Se sentir algum desconforto, pode descontrair-se respirando de forma lenta e profunda.
Quais os cuidados a ter antes de fazer o teste?
  - O teste não pode ser feito durante o seu período menstrual. Avise o seu médico no dia da consulta se estiver menstruada.
- Nas 48 horas que antecedem o teste não deve usar espermicida, preservativo, diafragma ou gel lubrificante, cremes ou óvulos e não deve realizar duches vaginais uma vez que podem afectar o resultado do teste.
Quando é que recebo os meus resultados?
  - O resultado do teste ser-lhe-á enviado pelo laboratório, em carta fechada, para a sua residência e para o seu médico, num prazo que não deverá exceder quatro semanas após a colheita.
Se for chamada de novo, o que é que isto significa?
  - Pode simplesmente significar que a sua amostra não era suficientemente clara para análise e que necessitamos de fazer outro teste. A isto chamamos "resultado insatisfatório".
Pode fazer-se algo se o teste detectar alterações celulares?
 

- Se forem detectadas alterações celulares, você apresenta aquilo que se chama de "resultado positivo". Isto não é o mesmo que cancro.
- Neste caso, podem recomendar-lhe a repetição do teste de rastreio porque as células com alterações poderão voltar ao normal por si mesmas.
- Pode, ainda, ser convidada para uma consulta no hospital da área do seu centro de saúde para um exame mais pormenorizado, chamado "colposcopia".
- O tratamento, se for necessário, é normalmente uma intervenção simples e efectuado no mesmo hospital, sem que isso signifique que tenha de ser internada.
- Só muito raramente é cancro e quando detectado em fase inicial o cancro é habitualmente curável.

 

Se tiver sintomas anormais, tais como hemorragias após o acto sexual ou entre períodos menstruais, avise o seu médico


Mais informação e apoio
 

- Se tiver quaisquer dúvidas sobre o serviço, esclareça-as junto do seu médico, contacte o seu centro de saúde local e visite regularmente a nossa página em www.arsnorte.min-saude.pt

 
Materiais de divulgação
  - Outdoor (pdf)
  - Logotipo (pdf)
  - Triptico (pdf)

Informação para profissionais de saúde
 

- Orientações terapêuticas para resultados complementares da colpocitologia de rastreio do cancro do colo do útero, que acompanham o resultado negativo para lesão intraepitelial ou malignidade - Unidades de Cuidados de Saúde Primários (pdf)

  - Programa do RCCU da Região Norte (Março de 2009) (pdf)
  - Manual de Procedimentos do RCCU - Unid. de Cuidados de Saúde Primários (pdf)
  - Manual de Procedimentos do RCCU - Unid. de Patologia Cervical (pdf)
  - Apresentação para interlocutores locais da RCCU (pdf)
  - Para qualquer esclarecimento adicional, os Profissionais de Saúde poderão contactar por email a Coordenação do Programa Regional de Rastreios Oncológicos

Manual executivo
  - Manual Executivo do Programa de RCCU na Região Norte (pdf)

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